Socrates foi o pai da lógica, precursor da ciencia pura. "A virtude é o saber, peca-se unicamente pela ignorancia. O virtuoso é o feliz."
Steiner diz: Nem as percepções, nem as representações, devem ser abandonadas à si mesmas na alma e, sim, devem ser ordenadas pela sensatez do pensamento.
Cultivar os pensamentos, limpar sempre as ervas daninhas. Ai o individuo se torna um observador daquilo que experimenta em si mesmo. Objetividade é a palavra chave.
No mundo fisico, a vida é o grande mestre que se encarega de ensinar o eu humano essa objetividade. Como?
Diciplina metódica: Dominio da alma sobre a direção dos pensamentos, sobre a vontade e sobre os sentimento.
l- Firmeza interior e faculdade de concentrar a atenção exclusivamente num objeto, eis as qualidades que o pensamento deve adquirir. Quem conseguir durante meses consecutivos, por 5 minutos diarios, concentrar o pensamento num objeto qualquer, eliminando qualquer pensamento não relacionado com o objeto, terá dado um grande passo. Ex: um lápis, etc
2 - Vontade: Dar a si próprio durante meses seguidos, uma ordem precisa para um momento determinado do dia. Assim, a pessoa se emancipa do hábito nocivo de dizer: "quisera isto", ou "quisera aquilo", sem pensar na possibilidade da execução.
3 - Mundo afetivo: É necessário que a alma adquira certa serenidade, deve ser soberana com relação às manifestações de prazer e dor, de alegria e tristeza, isso não quer dizer indiferença ou apatia. A alma deve alegrar-se com o agradável, e penalizar-se com a dor, mas ter o domínio na expressão da alegria e do desprazer (observação de si). O que se deve reprimir, não é a dor justificada, e sim o pranto involuntário; não é a repugnância diante de uma ação má e, sim o arrebatamento da cólera; não é a atenção que se deve prestar a um perigo, e sim o estéril "amedrontar-se."
Somente com tal exercício, o indivíduo conseguirá adquirir em seus sentimentos a calma necessária para evitar que, ao nascer do eu superior, a alma leve uma vida malsã ao lado deste como uma espécie de "sósia ou duplo".
Quem acha que já tem essa serenidade e quer praticar esse exercício, são os que devem praticar em dobro.
4 - Positividade : O erro, a maldade, a feiura, jamais devem impedir que a alma veja a verdade, a bondade e a beleza, onde quer que se encontre. Não se deve tomar o mau pelo bom, nem o erroneo pelo verdadeiro, pode-se porém, chegar a adquirir a capacidade de evitar que o mau impeça a visão do bom, e que o falso encubra o verdadeiro.
5 - Imparcialidade na concepção da vida: Aceitar, acreditar que em toda parte, em qualquer ocasião, cada ser e cada coisa lhe digam algo novo.
É possivel aprender algo de cada sopro de ar, de cada folha, de cada balbucio de uma criança.
Não se trata de, em uma certa idade, fazer caso omisso das experiências anteriores. Deve-se julgar aquilo que se experimenta no presente de acordo com as experiência passadas, mas por outro lado, deve-se cultivar a disposição de aprender sempre algo novo, e acreditar na possibilidade de que as novas experiências contradigam as antigas.
Esses exercícios além de serem praticados, devem ser harmonizados na alma, por isso devem ser praticados simultaneamente, ou pelo menos de 2 ou 3.
Boa sorte
