sábado, 12 de setembro de 2009

A nave Terra


Acabei de ler o livro perdido de Enki, que conta a historia do planeta Nibiru, e de como eles chegaram à Terra, é muitissimo interessante, principalmente quando eles entram no sistema solar vindo de fora em sua louca orbita eliptica, e as dificuldades de suas naves passarem por saturno, e jupter por sua força de atração que é gigantesca, e pior ainda passar pelo cinturão de asteroides, que fica entre jupter e marte, abrindo caminho com suas armas poderosas. Viajei.

Mas voltando à pequena Suiça, fim de verão, começo dos ventos violentos que fazem curvar árvores seculares, tocando aquelas músicas aterradoras por entre suas folhas e galhos, milhões de gritos, zumbido fino de destruição, prenunciando o frio, a partida do sol, a volta para a entranha da terra, o retorno para o mundo interior, as pessoas ficam soturnas e entristecidas.

Estava voltando para casa quando pensei, é o inverno tá chegando. Ai caiu a ficha, não é ele que tá chegando, somos nós que estamos entrando na sua zona, na região dos ventos que anunciam nossa aproximação do templo do inverno, onde o frio é eterno, permanente, me senti numa nave, a Terra. Somos nós que visitamos as estações, girando lentamente, nos seus 365 dias do ano. Porque o homem sempre se coloca no centro do universo, o inverno tá chegando, não.

A vida parece mais interessante quando percebemos que somos nós que estamos numa eterna viagem, me lembrou uma música do Caetano chamada Terra.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

mto bom, mas a mosca é aquela que pousou na minha sopa, nao tem nada a ver com sono.Pulei a cerca que dizer a catraca?, adorei as larvas, vi a imagem, e a volta do trem, parecia um conto de horror, o mundo fantastico de Raul, cheio de trevas e pirações, onde o mundo inconsciente das tribos, fica uivando como coiote na solidão da interminável noite em busca de Raul.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Hoje vi um E.T.


Depois de 3 dias de chuva e vento, hoje amanheceu um dia ensolarado, peguei minha bicicleta logo cedo e fui passear pelos caminhos bucólicos da Suiça, aquela paisagem pós chuva, com as árvores se arrebentando de prazer, com a luz solar a lhes esquentar as entranhas. Eu também me sentia toda revigorada e cheia de energia. Entrei no caminho das vinhas para apreciar os pequenos cachos de uva, que começam a pender dos galhos, que mundo maravilhoso, fui até a cidadezinha vizinha, e então comecei a voltar. Entre uma cidade e outra, a estrada das vinhas é um pouco isolada, bem lá longe avistei uma pessoa que caminhava em minha direção. Quando fui me aproximando fui observando este ser bizarro e notei que ele tinha umas pernas totalmente desproporcionais com o corpo, eram terrivelmente longas e curvas e extremamente finas, o corpo era um quadrado e a cabeça um pingo. Ele estava com os braços cruzados bem forte sobre o peito que também era a barriga pois o corpo era minúsculo, um chapéu jogado sobre a cabeça que parecia pontuda; chupava um cachimbo com tanta intensidade que parecia a maria fumaça, com se ele não conhecesse o prazer daqueles que fumam cachimbo, que saboreiam o gosto do tabaco lentamente. Quando estava bem perto vi seus olhos, enviezados, oblicuos que me olharam profundamente, a boca desprovida de labios que sugava e expirava o cachimbo num ritmo mecanico e assustador. Senti um frio no estomago e um calor nas pernas, pedalei tanto que parecia voar, depois de estar bem distante olhei para trás, ele estava parado na mesma postura me espreitando. Joguei uma sexta e pedalei como uma campeã, vai que esse ser de quase dois metros resolve me perseguir, em 4 pernadas ele me alcança, essa ruazinha bucólica nunca me pareceu tão longa; finalmente cheguei perto de minha cidade e só então comecei a respirar quando vi pessoas normais andando pela rua, ufa!

Depois de muito pensar, cheguei a conclusão que, se não era um extra terrestre deve ser algum maluco que fugiu de uma dessas clinicas que abundam na Suiça.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Festival do filme fantastico




De 30 de junho à 5 de julho tivemos o 9° ano do festival de filme fantastico em Neuchâtel, a cada ano o festival fica mai incrementado.


este ano tivemos open air com :



20th Century Boys Yukihiko Tsutsumi Japan
Brendan and the Secret of Kells Tomm Moore & Nora Twomey Ireland
Crank 2: High Voltage Mark Neveldine & Brian Taylor USA
Mary and Max Adam Elliot Australia
The Chaser Hong-jin Na South Korea
The Countess Julie Delpy Germany




Carte blanche du festival FantocheMary est une fillette de huit ans joufflue et solitaire habitant la banlieue de Melbourne ; Max, un quadragénaire new-yorkais souffrant de la maladie d’Asperger (une forme d’autisme). Hormis leur isolement, ils n’ont rien en commun. Ils vont toutefois se lier d’une amitié magique à travers une longue correspondance écrite…Mary and Max est une réelle merveille : un film d’animation « old-school » réalisé entièrement en pâte à modeler, dont chaque plan est un pur bijou. Cette virtuosité technique est transcendée par une richesse thématique (amitié, alcoolisme, psychiatrie…), une fantaisie, un humour et une émotion hors du commun. Une réussite qui place Adam Elliott (déjà lauréat d’un oscar pour le court Harvie Krumpet) parmi les grands noms de l’animation.




Havia também outro desenho, que infelizmente não consegui assistir:


Irlande IXe siècle, Abbaye de Kells. Alors que son maître érige des murs pour contrer la menace viking, le jeune Brendan rêve d’aventures. Pour aider un enlumineur – artiste décorant des livres religieux – à terminer un précieux ouvrage, il brave tous les interdits, quitte la forteresse et pénètre dans une mystérieuse forêt en quête d’une baie produisant une couleur spéciale ; il découvre alors un monde merveilleux...Relatant la genèse d’un célèbre manuscrit, ce récit d’initiation affiche une maîtrise virtuose des dernières technologies d’animation, tout en s’inspirant des dessins médiévaux riches en spirales raffinées et en effusions colorées. Cette esthétique visuelle et le recours à la mythologie celtique transforment la quête de Brendan en épopée fabuleuse et touchante.




Graças aos deuses não choveu nem fez frio, foi pura festa e alegria, com um restaurante indiano logo ao lado, podiamos comer assistindo naquele telão, foi genial.




Os que estavam competindo foram:



Antichrist Lars von Trier Denmark
Barbe Bleue Catherine Breillat France
Coffin Rock Rupert Glasson Australia
Fish Story Yoshihiro Nakamura Japan
Franklyn Gerald McMorrow UK
Grace Paul Solet USA
Infestation Kyle Rankin USA
Left Bank Pieter Van Hees Belgium
Moon Duncan Jones UK
Tears for Sale Uros Stojanovic Serbia and Montenegro
The Children Tom Shankland UK
Tormented Jon Wright UK
Vertige Abel Ferry France




Para saber mais sobre o festival vou mandar o site: http://www.nifff.ch/, ta tudo lá, tem os asiáticos mto bons, os Scandinavos bons mais muito pesados, os chineses só para os maiores de 18 anos, etc..


É interessante pesquisar e ver o que existe ai no Brasil, pois tem alguns que são antigos, tipo The thing de John Carpenter de 1982.


Tem também os filmes de Kiyoshi Kurosawa, filho do famoso Akira, que são bem fantásticos.


Aprecie e escolha.




segunda-feira, 15 de junho de 2009

Piração de todas as épocas


Não sei se acontece com todo mundo, ou com uma porcentagem mais reduzida, ou somente com aqueles que se observam; ocorrer que a maior parte do tempo somos infestados por pensamentos negativos, de coisas dramáticas que não aconteceram e nem vão acontecer, e ficamos poluindo nosso dia com esses espectros mentais, que dançam valsa e rock em nossa cabeça, nos deixando agressivos (meu caso), alienados ou com medo de tudo. De onde vem isso?, é genético, muito filme violento, do ambiente da infância, ou é uma doença?

Uma vozinha que fala constantemente em minha cabeça, criticando tudo e todos. Esse ser negativo continua falando, mesmo sabendo que estou observando-o, tá mais alienado que eu. Vou chamá-lo de filhote de Arimã, o grande ser do mundo das ilusões o criador de maia do mundo material; esse meu é bem nefasto e pessimista. Como pode, eu uma pessoa otimista no geral, ter um serzinho tão negativo, falando sua ladainha pesada dentro de mim?. Vou despertá-lo com seu novo nome para poder transformá-lo em bom, feliz.

Por coincidência, hoje comecei a ler Nietzsche que falava justamente de Socrates, e disse que Socrates também tinha uma voz diabólica, "quando essa voz vem sempre dissuade", nele, a sabedoria instintiva eleva sua voz, para enfrentar-se aqui e ali o consciente, colocando obstáculo (igual a minha). Também fica aqui evidente que Socrates pertence na realidade a um mundo invertido, de cabeça para baixo. Mas Nietzsche não pode falar nada que ele também era um puta pirado e isso afirma com convicção Fernando Pessoa aquele das multiplas vozes ou heteronimos. É esse diabinho vem de longe na cabeça dos genios e das pessoas comuns, até que estou bem acompanhada. O filhote de Arimã adorou essa leitura, falou pouco, ainda bem que não estou na Grécia antiga, senão iam me servir cicuta de café da manhã.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Solidão


Tava no balcão de casa, quando minha visinha de baixo, pendurando roupa, entre uma conversa e outra bem formal, me disse você tá sozinha agora ( meu marido foi para o Brasil à trabalho, por três semanas), eu disse é, você também tá sozinha (ela ficou viúva faz um ano e meio), puta que pariu que mancada, qdo vi já tinha saido, igual a dona Lurdinha, eu queria dizer que nascemos sozinhos e vamos morrer sozinho, e aí. A parte isso, estamos o tempo todo rodeados de pessoas, coisas queridas, animais, plantas, canto de pássaros, tão radiantes com a primavera e com a paquera, que um quer se mais melodioso que o outro, às 5h da manhã já tô acordada com o buxixo, tem um negrinho que fica no topo da árvore mais alta do jardim fazendo modinha, deve pegar todas, é o rei do pedaço. Meia hora mais tarde, vem a gata mais enjoada da casa me pedir comida, dá uns miados daqueles bem entonados de gata mimada e se joga na maçaneta e quase sempre consegue abrir a porta, como dá para estar sozinha?. Quando começa a esquentar, vou jogar àgua na horta, na minha e na da vizinha, e no laguinho que ela tem mas nem liga, cheio de peixinhos vermelhos, desesperados por um pouco de oxigênio e do movimento que a água gera, eles se jogam nas beiradas do lago para pegar alguma larvinha, vão até a mangueira e se deixam ir na correnteza que ela faz, como dá para estar sozinha?, as árvores estão cheias de flores todas olhando para mim, esperando um elogio, e a cerejeira, carregada, que os galhos chegam a pender de tanta fruta.

Sei que arrependimento é a pior coisa que existe, falei com dna lurdinha, e ela me aliviou, "talvez ela tava querendo ouvir isso", é realmente eu nunca me senti sozinha, pq as pessoas acham que os homens tem que ser dependentes uns dos outros, e o resto da criação?. Ás vezes acho que somos extra terrestres neste planeta, "seres superiores", nós só ficamos sozinhos em nosso egoísmo e mesquinhez com relação ao mundo, eu tô em harmonia com o universo, mesmo soltando essas batatada de vez em quando. Ufa, tirei um peso de minhas costas. Obrigada.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

matrix


Estive pensando seriamente sobre a trilogia do filme matrix e acho que realmente é assim que funciona, depois de ler vários livros de Zecharias Sitchin, começo a acreditar que os Anunnakis; seres do planeta Nibiru ou Marduk, o 12° planeta de nosso sistema solar, que estiveram aqui à alguns milênios e estão se aproximando da Terra novamente, sendo 2012 o ano onde ele vai estar mais próximo, e é por isso que estão se prevendo catastrofes, e provavelmente esses transtornos climático estão ocorrendo, não só devido ao homem, mas já pela influência de sua aproximação;estão mais presentes do que nunca. Mas tudo isso voltou ao meu pensamento quando vi o filme "batalha em Seattle", que é sobre a reunião, dos 12 ou agora 20 homens mais importantes do planeta, que sempre gera protestos nas ruas da cidade onde ela é sediada. Os intocáveis, que fazem o que querem e onde querem, como se o povo fosse uma massa informe que eles manipulam, misturam, destroem e jogam fora, como os experimentos dos anunnakis que, tempos atrás, achando o homem muito prolifero e belicoso, desencadearam o famoso dilúvio da bíblia. Tenho quase certeza de que, alguns devem ter ficado para controlar-nos e observar-nos, eles estão atrás desses 20 homens, que dominam economicamente o mundo, que invadem países e destroem civilizações inteiras. Como o ser humano é cego e ingênuo, graças a Deus existem esses rebeldes que nos fazem acordar por alguns momentos. Como dizia Gurdjeff, 90% da humanidade não passam de sonambulos que perambulam pelo planeta achando que possuem livre arbítrio. Acorda gente.

domingo, 17 de maio de 2009

novas de dona Lurdinha


Estavamos conversando no Skype, discutindo sobre os americanos e o Iraque, qdo dna Lurdinha me solta essa:

-Os americanos invadem tudo como eles querem, destroem a cultura do povo, impõe a deles, são uns putos. Tá certo que tem uma briga interna entre os Hitita e os Sunitas...

- Lurdinha, não sabia que os hititas tinham renacido das cinzas, esse povo, desapareceu do mapa, bem antes de Jesus nascer, Maomé nem pensava em vir para a Terra, eles estão lá, junto com os americanos e os sunitas? ahahahahah. Você quer dizer os xiitas?

- Ai, também, só por causa de uma letra, tenha piedade.

E outro dia, que dona Lurdinha estava na aula, e falou para o professor que o Eliphas Levi, esteve aqui no Brasil dando curso e até foi um dos fundadores da Universidade de São Paulo, o professor arregalou os olhos, mas ficou quieto, tavez porque nunca ouviu falar nesse homem, que viveu no século XIX e era um ocultista, e porque também não conhecia o Levi Straus que era o gajo à que ela se referia, eu cai sentada no sofá e não conseguia parar de rir. Acho que é dislexia, troca as bolas e as letra, essa dona lurdinha um dia me mata.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

De volta à Suiça


Depois de ter pego uma gata na rua, e conversado com malu a catadora de gatos oficial de Natal, pedimos uma pizza, dormimos um pouco, e às 11:30h fomos para o aeroporto. Já na fila da TAP deu problema com os computadores, a portuguesada começou a reclamar, parecia uma cantoria de pássaros, cheio de r e de s assoviados, fazia-me rir, raios.

Finalmente tudo se regularizou e pudemos entrar no avião, a viagem foi tranquila. Chegando em Lisboa, parecia que estava no Brasil, fila pra tudo, para embarcar tinha fila em zigzag, de quase uma hora, aeroporto lotado. Já no embarque dá para notar os suiços, maniacos, cheio de detalhes, onde por a mala, tem que sentar junto, olhando para as pessoas como se fossemos de outro planeta, uns caipiras à moda deles. Foi a primeira viagem que não falei com ninguém. Max tava lá todo alegre, jantamos às 3h da manhã. Foi ótimo.

Descobri que tb sou extremamente maniaca, só consegui relaxar depois de 2 dias quando consegui por a casa do meu jeito, a bagunça organizada do Max me deixa louca. Expulsei o pitico do meu sofá, e expulsei o Max do dele, tadinho, pus os tapetinhos nos seus devidos lugares, após ter limpado bem a casa, deitei no sofá e dormi às 3 da tarde. O Max chorou de alegria. To começando a entrar no cotidiano da Suiça, plantei minha horta e to morrendo de frio, choveu granizo de manhã, vou ao cinema com o pessoal do curso de francês e por ai afora.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Técnicas de venda


Hoje decidimos ir à praia bem cedinho, para caminhar e dar um mergulho, levamos vovó para tomar uma água de coco, solzinho de leve. Deixamos vó na irmã, fomos ao supermercado antes de lotar. Na boca da escada rolante tinha um palhaço oferecendo serviços de uma ótica, fomos olhar, ou melhor, fomos levados para dentro da loja. Da loja nos enfiaram dentro de um carro, com uma moça falante, que nos deixou num oftalmologista no centro da cidade, tudo gratuito. Com a espera, ficamos com fome, e não é que tinha um chinês bem ao lado do oftalmo, comemos mto bem. E as sobremesas, torta alemã, pudim de aipim, pavê de cupuaçu, bolo de chocolate com musse de chocolate, a melhor doceria da cidade, encontramos com a moça falante que tb estava lá, se refastelando nas sobremesas enquanto nos esperava. Na sala de espera Odara ganhou colirio para dilatar a pupila, e ficou toda histérica pq a recepcionista encostou o bico do colírio nos olhos dela (neurose de suiço), conversamos com as outras pessoas que esperavam, parecia salão de chá, altos papos.

Fizemos a consulta, voltamos para a loja, e fomos convencidas a comprar dois óculos, eu estava realmente precisando, e a Odara foi na onda. Êta povinho criativo.

sábado, 18 de abril de 2009

Penelope


Não existem dias que você acorda feliz, tudo está mais colorido, as pessoas te sorriem e, parece que as coisas estão dando certo em todos os sentido, até parece livro de auto ajuda, seu ser irradia luz, o mundo está conspirando para que você viva este dia com grandiosidade.

Mas, andando neste paraiso soberbo, magnífico, com um campo de grama verdinha, cercado de plantas, árvores, flores, pássaros, você caminha relaxado e seguro. Só que de repente escondido entre as belas árvores, num passo em falso, você vislumbra, já caindo, um abismo aquele mundo maravilhoso se afasta vertiginosamente, a perplexidade, o medo, a decepção, angustia e tristeza tomam conta do seu ser. As pessoas te dão rasteira, te agridem gratuitamente, a maldade, a irresponsabilidade entram em cena, do nada as trevas saem lenta e pesadamente, você engole seco e se conseguir chora. Longas horas de pura angustia, acordo no meio da noite, fico andando pela casa esperando o dia amanhecer, de que adianta o sol nascer se minha alma está nas trevas.

O ser humano é complicado, uma palavra boa aqui, um telefonema preocupado te reconforta um pouco, mas você continua travado. Fomos à praia para distrair a escuridão, quando entrei no mar um sorriso apareceu no meu rosto, o querido mar, matriz da vida, mergulhei no colo materno e lavei a alma.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu acho que...


Não é interessante, que quando ouvimos esse início de frase, geralmente nunca vem de uma pessoa sábia, pois esta nunca dá conselhos gratuitos; mas daqueles que nunca fizeram absolutamente nada de muito produtivo na vida além de dar conselhos inoportunos, com a única finalidade de nos confundir e tirar o restinho de energia, que todas as nossas dúvidas já consumiram. Aqueles cujo exemplo de vida não é nem um pouco colorido e digno de admiração.

Acredito que isso seja uma doença, cuidar da vida dos outros, para não olhar para sua própria. A fraqueza gera o grande palpiteiro, quase sempre seus conselhos não são bem conselhos mas criticas disfarçadas, fazendo o outro sentir-se mal, para não parecer tão sozinho em suas próprias frustrações. Solitários infelizes numa vida sem ação, caminham dentro de areia movediça e querem sempre puxar alguém para junto delas, com seus julgamentos vazios.

Eu mesma já fiz muito disso, e notei que sempre que isso acontecia, estava ociosa e sem objetivos na vida, me tornando mais solitária e infeliz. Felizmente, graças a Gurdjeff e sua observação de si, acordava e começava a procurar alguma atividade, principalmente ajudar ao próximo, seja homem, animal, planta, o que pintar para nos tirar desse estado mórbido.

E, uma dica, quando você começa a atrair pessoas assim, observe-se, pois os iguais se atraem, é um bom parâmetro. É claro que existem aqueles casos cronicos, que normalmente estão infiltrado em sua própria família, lá devemos considerar um carma a ser resgatado. Bom, agora já estou mais aliviada, acabei de falar com uma pessoa opinosa, a dama dona da verdade, que não resolve seus próprios problemas, mas tá louca para dizer o que os outros devem fazer com suas vidas, projetando no futuro dos infelizes que passam por suas garras, nuvens negras cheias de raios e trovões, só ela não sabe que adoramos tempestades.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tiririca


Tiririca não é aquele palhaço da tv, mas apenas uma gatinha que foi encontrada, dentro de um saco de supermercado perto de uma avenida cheia de carros num dia extrememente chuvoso, foi colocada ali para ser atropelada. Até onde chega a maldade "humana", seu sofrimento estava encomodando as pessoas gordas que faziam compras, me lembrou o desenho japones "A viagem de Chihiro", onde os pais dessa garota chegam num parque temático abandonado e assombrado, e encontram um restaurante vazio, porém cheio de comidas deliciosas, e começam a comer compulsivamente até se transformarem em gordos porcos brancos, deixando a pobre criança nesse mundo paralelo de fantasmas, fantomas, espectros e espíritos da natureza, onde seu único amigo é o espírito de um rio que já não existe mais pois construiram uma cidade sobre ele.

No nosso caso, quem salvou Tiririca não foi o espírito do rio mas a Dona Lurdinha, pegou o saquinho molhado toda indignada, montou em sua moto e escafedeu-se dentro do chuvaréu.

Entrando em casa Tiririca transformou-se, como num passe de mágica, de gata borralheira em cinderela, êta gata mimada, comidinha especial, pois de tanto sofrer na infância ficou com problemas no rim, dorme em todas as camas conforme lhe apraz. Só não fala porque prefere miar, mas entendemos tudo o que ela diz.

Essa é a dona Lurdinha, arrancou aquela bolinha de vida dos braços da morte, e nem olhou para trás, saiu pisando duro de tanta determinação, essa eu vou salvar.