sexta-feira, 24 de abril de 2009

Técnicas de venda


Hoje decidimos ir à praia bem cedinho, para caminhar e dar um mergulho, levamos vovó para tomar uma água de coco, solzinho de leve. Deixamos vó na irmã, fomos ao supermercado antes de lotar. Na boca da escada rolante tinha um palhaço oferecendo serviços de uma ótica, fomos olhar, ou melhor, fomos levados para dentro da loja. Da loja nos enfiaram dentro de um carro, com uma moça falante, que nos deixou num oftalmologista no centro da cidade, tudo gratuito. Com a espera, ficamos com fome, e não é que tinha um chinês bem ao lado do oftalmo, comemos mto bem. E as sobremesas, torta alemã, pudim de aipim, pavê de cupuaçu, bolo de chocolate com musse de chocolate, a melhor doceria da cidade, encontramos com a moça falante que tb estava lá, se refastelando nas sobremesas enquanto nos esperava. Na sala de espera Odara ganhou colirio para dilatar a pupila, e ficou toda histérica pq a recepcionista encostou o bico do colírio nos olhos dela (neurose de suiço), conversamos com as outras pessoas que esperavam, parecia salão de chá, altos papos.

Fizemos a consulta, voltamos para a loja, e fomos convencidas a comprar dois óculos, eu estava realmente precisando, e a Odara foi na onda. Êta povinho criativo.

sábado, 18 de abril de 2009

Penelope


Não existem dias que você acorda feliz, tudo está mais colorido, as pessoas te sorriem e, parece que as coisas estão dando certo em todos os sentido, até parece livro de auto ajuda, seu ser irradia luz, o mundo está conspirando para que você viva este dia com grandiosidade.

Mas, andando neste paraiso soberbo, magnífico, com um campo de grama verdinha, cercado de plantas, árvores, flores, pássaros, você caminha relaxado e seguro. Só que de repente escondido entre as belas árvores, num passo em falso, você vislumbra, já caindo, um abismo aquele mundo maravilhoso se afasta vertiginosamente, a perplexidade, o medo, a decepção, angustia e tristeza tomam conta do seu ser. As pessoas te dão rasteira, te agridem gratuitamente, a maldade, a irresponsabilidade entram em cena, do nada as trevas saem lenta e pesadamente, você engole seco e se conseguir chora. Longas horas de pura angustia, acordo no meio da noite, fico andando pela casa esperando o dia amanhecer, de que adianta o sol nascer se minha alma está nas trevas.

O ser humano é complicado, uma palavra boa aqui, um telefonema preocupado te reconforta um pouco, mas você continua travado. Fomos à praia para distrair a escuridão, quando entrei no mar um sorriso apareceu no meu rosto, o querido mar, matriz da vida, mergulhei no colo materno e lavei a alma.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu acho que...


Não é interessante, que quando ouvimos esse início de frase, geralmente nunca vem de uma pessoa sábia, pois esta nunca dá conselhos gratuitos; mas daqueles que nunca fizeram absolutamente nada de muito produtivo na vida além de dar conselhos inoportunos, com a única finalidade de nos confundir e tirar o restinho de energia, que todas as nossas dúvidas já consumiram. Aqueles cujo exemplo de vida não é nem um pouco colorido e digno de admiração.

Acredito que isso seja uma doença, cuidar da vida dos outros, para não olhar para sua própria. A fraqueza gera o grande palpiteiro, quase sempre seus conselhos não são bem conselhos mas criticas disfarçadas, fazendo o outro sentir-se mal, para não parecer tão sozinho em suas próprias frustrações. Solitários infelizes numa vida sem ação, caminham dentro de areia movediça e querem sempre puxar alguém para junto delas, com seus julgamentos vazios.

Eu mesma já fiz muito disso, e notei que sempre que isso acontecia, estava ociosa e sem objetivos na vida, me tornando mais solitária e infeliz. Felizmente, graças a Gurdjeff e sua observação de si, acordava e começava a procurar alguma atividade, principalmente ajudar ao próximo, seja homem, animal, planta, o que pintar para nos tirar desse estado mórbido.

E, uma dica, quando você começa a atrair pessoas assim, observe-se, pois os iguais se atraem, é um bom parâmetro. É claro que existem aqueles casos cronicos, que normalmente estão infiltrado em sua própria família, lá devemos considerar um carma a ser resgatado. Bom, agora já estou mais aliviada, acabei de falar com uma pessoa opinosa, a dama dona da verdade, que não resolve seus próprios problemas, mas tá louca para dizer o que os outros devem fazer com suas vidas, projetando no futuro dos infelizes que passam por suas garras, nuvens negras cheias de raios e trovões, só ela não sabe que adoramos tempestades.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tiririca


Tiririca não é aquele palhaço da tv, mas apenas uma gatinha que foi encontrada, dentro de um saco de supermercado perto de uma avenida cheia de carros num dia extrememente chuvoso, foi colocada ali para ser atropelada. Até onde chega a maldade "humana", seu sofrimento estava encomodando as pessoas gordas que faziam compras, me lembrou o desenho japones "A viagem de Chihiro", onde os pais dessa garota chegam num parque temático abandonado e assombrado, e encontram um restaurante vazio, porém cheio de comidas deliciosas, e começam a comer compulsivamente até se transformarem em gordos porcos brancos, deixando a pobre criança nesse mundo paralelo de fantasmas, fantomas, espectros e espíritos da natureza, onde seu único amigo é o espírito de um rio que já não existe mais pois construiram uma cidade sobre ele.

No nosso caso, quem salvou Tiririca não foi o espírito do rio mas a Dona Lurdinha, pegou o saquinho molhado toda indignada, montou em sua moto e escafedeu-se dentro do chuvaréu.

Entrando em casa Tiririca transformou-se, como num passe de mágica, de gata borralheira em cinderela, êta gata mimada, comidinha especial, pois de tanto sofrer na infância ficou com problemas no rim, dorme em todas as camas conforme lhe apraz. Só não fala porque prefere miar, mas entendemos tudo o que ela diz.

Essa é a dona Lurdinha, arrancou aquela bolinha de vida dos braços da morte, e nem olhou para trás, saiu pisando duro de tanta determinação, essa eu vou salvar.