sábado, 12 de setembro de 2009

A nave Terra


Acabei de ler o livro perdido de Enki, que conta a historia do planeta Nibiru, e de como eles chegaram à Terra, é muitissimo interessante, principalmente quando eles entram no sistema solar vindo de fora em sua louca orbita eliptica, e as dificuldades de suas naves passarem por saturno, e jupter por sua força de atração que é gigantesca, e pior ainda passar pelo cinturão de asteroides, que fica entre jupter e marte, abrindo caminho com suas armas poderosas. Viajei.

Mas voltando à pequena Suiça, fim de verão, começo dos ventos violentos que fazem curvar árvores seculares, tocando aquelas músicas aterradoras por entre suas folhas e galhos, milhões de gritos, zumbido fino de destruição, prenunciando o frio, a partida do sol, a volta para a entranha da terra, o retorno para o mundo interior, as pessoas ficam soturnas e entristecidas.

Estava voltando para casa quando pensei, é o inverno tá chegando. Ai caiu a ficha, não é ele que tá chegando, somos nós que estamos entrando na sua zona, na região dos ventos que anunciam nossa aproximação do templo do inverno, onde o frio é eterno, permanente, me senti numa nave, a Terra. Somos nós que visitamos as estações, girando lentamente, nos seus 365 dias do ano. Porque o homem sempre se coloca no centro do universo, o inverno tá chegando, não.

A vida parece mais interessante quando percebemos que somos nós que estamos numa eterna viagem, me lembrou uma música do Caetano chamada Terra.

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