quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tiririca


Tiririca não é aquele palhaço da tv, mas apenas uma gatinha que foi encontrada, dentro de um saco de supermercado perto de uma avenida cheia de carros num dia extrememente chuvoso, foi colocada ali para ser atropelada. Até onde chega a maldade "humana", seu sofrimento estava encomodando as pessoas gordas que faziam compras, me lembrou o desenho japones "A viagem de Chihiro", onde os pais dessa garota chegam num parque temático abandonado e assombrado, e encontram um restaurante vazio, porém cheio de comidas deliciosas, e começam a comer compulsivamente até se transformarem em gordos porcos brancos, deixando a pobre criança nesse mundo paralelo de fantasmas, fantomas, espectros e espíritos da natureza, onde seu único amigo é o espírito de um rio que já não existe mais pois construiram uma cidade sobre ele.

No nosso caso, quem salvou Tiririca não foi o espírito do rio mas a Dona Lurdinha, pegou o saquinho molhado toda indignada, montou em sua moto e escafedeu-se dentro do chuvaréu.

Entrando em casa Tiririca transformou-se, como num passe de mágica, de gata borralheira em cinderela, êta gata mimada, comidinha especial, pois de tanto sofrer na infância ficou com problemas no rim, dorme em todas as camas conforme lhe apraz. Só não fala porque prefere miar, mas entendemos tudo o que ela diz.

Essa é a dona Lurdinha, arrancou aquela bolinha de vida dos braços da morte, e nem olhou para trás, saiu pisando duro de tanta determinação, essa eu vou salvar.

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